sábado, julho 22, 2006


Aqui e por muitos quilómetros só a via-férrea te acompanha neste lugar onde a solidão mais se acentua. Há grifos, aves de rapina a pairar no céu, brisas perpétuas moldam as faces austeras dos rochedos, lebres, coelhos, perdizes e javalis pastam livres nas tuas margens e a natureza recolhida repousa eternamente.
Manuel Araújo da Cunha
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Silêncio!
Doce é a tarde que embala os barcos na calmaria do rio. Doces são os cheiros que pairam num horizonte matizado por montanhas, doces são as tuas maravilhosas águas .Manuel Araújo da Cunha
Mar de Claridade
Partiremos um dia
de mãos dadas com as nuvens
ondas do céu
navios de ilusões
Navegaremos na ceara azul do mar
que guarda o amor que te dei
nas funduras da alma
Chamei-te de Douro e de flor
e eras só barco
Deitado sobre os remos
adormeci em ti a vida inteira
Manuel Araújo da Cunha


Dorme rio dos meus sonhos que eu velo por ti.


SILÊNCIO
Ainda dorme. É como uma criança inocente e pequenina que eu embalo deitada no no seu berço
Sonha com Ninfas com divindades estranhas que lhe povoam as margens. Dão-lhe uma carícia toda feita de ternura , beijam-no muito para logo de seguida desaparecerem na bruma ou se transformarem em água. Neste mundo do irreal e do fantástico, tudo, mesmo tudo pode acontecer..
Manuel Araújo da Cunha
Eclusa de Bagaúste




Vai fechar-se a porta dos silêncios; a partir daqui, é outro mundo, são outras gentes, são outros costumes, são outras as vontades mas o rio é sempre o senhor das terras por onde passa.
Manuel Araújo da Cunha
Grãos de Pureza
Tão puros os olhos
que avistam os barcos
a subir encostas
Tão puras as mãos
que tecem as velas
das altas montanhas
Olhos, barcos, velas
encostas e montanhas
Tudo é rio
tudo é água a morrer à sede
Manuel Araújo da Cunha
RÉGUA - ALTO DOURO - PORTUGAL

"

O DOURO PODE VIVER COM O VINHO, COM A IMENSA TOALHA DE ÁGUA, COM AS SUAS GENEROSAS E HOSPITALEIRAS GENTES E COM AS SUAS MARAVILHOSAS PAISAGEM, SÓ NÃO PODE VIVER COM A IGNORÂNCIA DESSA ABSOLUTA REALIDADE...
Régua!
Aqui se marcaram as coordenadas do rio na sede da instituição mais prestigiada do norte do país, o I.N.D. A inveja matou-o por não conseguirem até hoje matar o próprio rio Douro


BEIJAS AS BELAS E ESPUMANTES TERRAS DE LAMEGO, RECEBES O VAROSA E É À RÉGUA QUE PRESTAS VASSALAGEM...
Manuel Araújo da Cunha
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