sábado, julho 22, 2006
sexta-feira, julho 21, 2006
Tu sabes o que é morrer, minha dor, minha alegria.Morrer é passar um dia, todo inteiro sem te ver.

Adoro em ti, esses teus tempos de menino
Pois foi então que Deus traçou o meu destino
Nas horas tristes com a mãe a abençoar
Eras tu ó minha terra
Doce afago a confortar
Ó minha terra, onde eu nasci
Quantas saudades eu tenho de ti
O amor redobra, com as saudades
Tu és para mim o doce toque das trindades
Ai,ai,ai...ai,ai,ai
Velhos caminhos como é bom voltar
Ai,ai,ai...ai,ai,ai
Doces caminhos deixai recordar
Eu quero ouvir os teus pardais ao desafio
Quero sentir a sombra amiga do Estio
Em teus folgedos reviver com emoção
Ó pião da minha infância
Vem de novo à minha mão

Douro lindo, lindo...lindo!
Eternidade
Tudo permanece intacto à beira do rio
A penumbra
não deixa ver os rostos das aves
mas estão lá como antigamente
Sentem-se
debruçadas sobre os ramos da noite
como frágeis estátuas de areia
a perpetuar vidas extintas
Nestas sombras de luz
podemos ser
o canto que não chega
o suave e paciente som da arpa
a voz melodiosa de um piano
Vês Catarina
ainda me lembro de ti
pequenina
a brincar na margem do rio
Vestida de branco
linda como o sol
doce
eternamente pura
Manuel Araújo da Cunha
MELRES - GONDOMAR - PORTUGAL

Labirinto de Cristal
Esperei a Primavera
Os dias de luz e de alegria
a julgar que virias ver-me
Aqui onde os barcos cantam
viagens feitas de papel
Esperei-te com lágrimas nas mãos
e deixei-me morrer
Manuel Araújo da Cunha
Melres é decerto um dos locais mais paradisíacos do rio.
A terra é barrenta, quase vermelha...Esta é a terra que foi do mel! A doçura do precioso néctar, escorria pelos montes lambareira. Em Moreira se fundia o barro nos tempos de visões solidárias...
Manuel Araújo da Cunha

O meu barco repousa num canto do rio onde Ninfas cantam nos dias de verão. O velho barqueiro sonha com elas com essas fantásticas visões que só a alguns é dado sonhar.
Ninfas! Tantas existem no Douro à espera de alguém que quebre o encanto a que foram votas. Que príncipes quebrarão esses encantos e as farão ser apenas mulheres...
Voo de Lágrimas
Deixa-me planar sobre o amanhã de água
saciar esta sede que trago de ti
Eu quero o mar perto de mim
esse mar que prometias ir ser meu
se inventasse um voo da cor dos teus olhos
e me deixasse embalar na tua boca
São tão belas as ilusões da vida
quando as asas se abrem livres sobre a terra
Manuel Araújo da Cunha



Cemitério de Barcos
É aqui que os barcos vêm morrer
nesta reentrância de espuma e de silêncio
É aqui que o amor vive e é só água
apenas liquido a sangrar dos olhos
É aqui que as crianças cantam
a límpida canção matinal da terra
Abre as cortinas que te impedem o sol
o dia é de ternura e encantamento
Uma princesa moura aqui poisou seu delicado pé. A lenda revive-se em danças nocturnas no anfiteatro suspenso no rio. Lenda de Ninfas, de princesa Moira a quem o luar espelhado no rio definia o corpo belíssimo ansioso por beijos...
Manuel Araújo da Cunha
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